Cruzeiros, aluguel por temporada e outras tendências para 2017/2018

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Navio Costa Fascinosa, da Costa Cruzeiros, será um dos destaques da temporada de cruzeiros no Brasil 2017/2018 - Divulgação

Setor de turismo no Brasil mostra otimismo em relação ao mercado doméstico

Carolina Mazzi

São Paulo (SP) – O mercado turístico nacional começa a se recuperar após 2016 ter sido um ano marcado pela crise. Pelo menos, esta é a aposta dos representantes do setor, de diferentes países e estados brasileiros, reunidos na World Travel Market Latin America (WTM), realizada semana passada em São Paulo.

Prova dessa tendência é a expectativa que as empresas de cruzeiros têm para a próxima temporada no país, que começa em outubro e termina em março de 2018.

A MSC, que havia diminuído, de três para dois, o número de embarcações por aqui, voltará a operar com três navios e retomará as saídas do Rio (além de Santos), em roteiros de três, seis e oito noites. Quem volta é o MSC Preziosa, que terá embarques na cidade paulista, a partir de 19 de novembro, e será o maior navio a operar no país — os portos de Balneário Camboriú e Porto Belo, ambos em Santa Catarina, passam a integrar o trajeto.

Na Europa e no Caribe

As outras embarcações são o MSC Magnifica, que sairá de Santos e atravessará as costas paulista e fluminense, chegando ao Nordeste. E o MSC Musica, com partidas do Rio, em roteiros de sete e oito noites, até o Rio da Prata, parando em Punta del Este e Buenos Aires. A companhia tem acordo com a Gol para que se possa fazer compra conjunta da passagem aérea até os portos de embarque.

A Costa Cruzeiros terá duas embarcações no país na próxima temporada: o Costa Fascinosa, que começa o roteiro pela capital fluminense e vai até a Argentina. E o Costa Favolosa, com saída de Santos e trajetos pelo litoral brasileiro.

A temporada caribenha começará também em outubro. A MSC tem parceria com a panamenha Copa Airlines para venda conjunta de passagens aéreas até Cuba, onde oferece dois roteiros: um partindo de Havana e passando por Belize, Honduras e México. O outro inclui Jamaica e Ilhas Cayman. A empresa também tem acordo com a American Airlines, para cruzeiros que saem de Miami.

A Royal Caribbean, que não navega pelo Brasil desde a temporada de 2015/2016, tem roteiros saindo de Miami e Fort Lauderdale, na Flórida.

Para quem tem o sonho de navegar pelo Mediterrâneo, a temporada já começou e vai até outubro. E a Royal Caribbean oferece venda com embarque nos portos de Barcelona ou Veneza, entre outros, para cruzeiros pela Europa.

Já a Costa tem trajetos para quem não quer voar, com travessias entre América do Sul e Europa. As viagens passam por cidades nos litorais brasileiro, africano e europeu. Todas as companhias oferecem pagamento em dez vezes.

A aposta no mercado doméstico não se limita às companhias de cruzeiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Operadores de Turismo (Braztoa), os destinos nacionais contribuíram para diminuir as perdas do setor em 2016. E devem ser fundamentais para o crescimento deste ano, diz Magda Nassar, presidente da associação.

— Neste primeiro trimestre de 2017, já observamos números parecidos com os de dois anos atrás, o que entendemdos como bem positivo.

Segundo o anuário da Braztoa, que compila dados de 2016 fornecidos pelas operadoras (representando 90% dos pacotes de turismo de lazer fechados no país), 81,3% dos roteiros foram vendidos no mercado interno — a maioria (67,4%) para o Nordeste.

Experiências e tendências

Outro relatório — apresentado pela Braztoa, em parceria com a Euromonitor International — aponta o aluguel por curta temporada como uma das tendências na América Latina. Este tipo de hospedagem, mais voltada para a experiência local, já se consolidou nos mercados europeu e americano.

Para Chris Lehane, diretor comercial do Airbnb, será cada vez mais comum compartilhar vivências culturais:

— Essa é uma forma de fazer turismo bem conectada com os ideais dos millennials, pessoas que nasceram entre o fim dos anos 80 e início dos 90, que serão a maioria dos viajantes daqui a 15 anos.

Ainda assim, na outra ponta, o grupo de viajantes acima dos 50 anos vai aumentar 40% nos próximos anos e deve atingir 26% dos turistas latino- americanos até 2020, de acordo com o estudo.

— O aumento na expectativa de vida abre espaço para que cada vez mais pessoas acima de 50 anos possam viajar — afirma Marília Borges, analista de pesquisas da Euromonitor.

Por Portal da Navegação, via O GLOBO.

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