Em 3 meses, sete assaltos em embarcações foram registrados nos rios do Amazonas

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Prejuízos com furtos e roubos de combustíveis chegam a R$ 100 mi, diz Sindarma. Foto: Divulgação

Karla Mendes

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), 28 assaltos ocorreram ao longo do ano passado. No primeiro trimestre de 2016, foram registrados 4 assaltos

Manaus (AM) – Assaltos frequentes feitos por ‘piratas’ a embarcações têm preocupado quem precisa e navega nos rios do Amazonas. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), 28 assaltos ocorreram ao longo do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, sete casos desse tipo de assalto já foram registrados, são quase o dobro em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, quando se registrou 4 assaltos.

No Amazonas, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas (Sindarma) estima que, anualmente, os prejuízos com furtos e roubos de combustíveis chegam a cerca de R$ 100 milhões.

De acordo com o representante jurídico da empresa Cidade Transportes Ltda., onde no começo deste mês, um homem saltou de uma balsa para fugir de um assalto, Ricardo Cavalcante, os casos de assaltos a embarcações são frequentes. “Os assaltos são frequentes aqui na empresa e, além da nossa, outras empresas já sofreram assaltos. Nós já solicitamos que o policiamento seja realizado durante dia e, principalmente, durante a noite de forma ostensiva, para inibir a atuação dos piratas”, disse.

O caso mais recente aconteceu, no último dia 15 de abril, onde o vigilante Antônio Lima da Silva, 50, pulou de uma embarcação após fugir de assalto feito por piratas. Antônio ficou desaparecido por um dia até ser regatado pelo Corpo de Bombeiros. “Ele foi encontrado vivo no dia seguinte, por volta das 16h15, prestou depoimento na Delegacia de Roubos e furtos, fez os exames pertinentes e agora se encontra de licença”, confirma o representante jurídico.

O Sindarma afirmou, por meio de assessoria, que os ‘piratas’ rendem e ameaçam tripulantes utilizando armamento de grosso calibre e em alguns casos, a tripulação é agredida durante as ações dos criminosos. De acordo com eles, os piratas roubam principalmente combustíveis, mas as cargas gerais também são alvos dos criminosos.

Os principais trechos em que ocorrem os assaltos são em locais próximos a Coari, Orla de Manaus, em alguns lugares do Pará (trecho utilizado por embarcações que seguem de Manaus para Belém), Rio Madeira e entre Itacoatiara e Porto Velho (RO).

Falta de estrutura

O Sindarma afirma que conta com a Delegacia Fluvial (Deflu), inaugurada desde 2006 com abrangência em todo o Amazonas, mas que não há estrutura nem grupamento especializado para realizar um policiamento com foco neste tipo de crime em rios. O sindicado afirma ainda, que a principal embarcação da delegacia fica atracada em Manaus e se desloca para eventos populares em municípios do interior do Estado e para realizar operações.

Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a Delegacia Fluvial trabalha em ação conjunta com o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da instituição, Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), realizando operações em toda a extensão dos rios do Amazonas.

A PC afirmou ainda, que as operações deflagradas nas margens dos rios são realizadas constantemente e atendem todos os municípios do Estado. A unidade policial é deslocada para locais em que há registro de denúncias e ocorrências policiais.

Por Portal da Navegação, via portald24am@gmail.com

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