ENTREVISTA: Aristides Carvalho Neto, ex- Capitão dos Portos da Amazônia Oriental. Hoje idealizador do programa de coaching consiga Quando e como tudo começou?

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Quando e como tudo começou?

Em 1983. Prestei um dos concursos mais disputados naquela época, a fim de iniciar a minha carreira como militar na Marinha do Brasil. Este concurso foi o de admissão para o Colégio Naval. Instituição tradicionalíssima com elevado nível de ensino, situada na belíssima e paradisíaca enseada Batista das Neves, na cidade de Angra dos Reis (RJ).
Após três (03) anos e tendo concluído o nível médio naquele Colégio, fui transferido para cursar na mais antiga instituição de nível superior do Brasil, a Escola Naval. Lá, permaneci para a graduação em Análise de Sistemas de Armas por quatro (04) anos e no quinto ano pude realizar o grande sonho de complementar o curso a bordo do Navio Escola “Brasil”, conhecendo vários países em uma viagem inesquecível.
Tendo me formado e sendo promovido ao posto de Segundo-Tenente fui galgando os postos superiores da carreira por mais de vinte (20) anos, até ser promovido, por merecimento, ao Posto de Capitão de Mar e Guerra e ser designado, pelo Comandante da Marinha, para assumir o Comando da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, aqui em Belém do Pará.
Assumi tão valorosa missão no dia 14 de janeiro de 2015 e permaneci à frente dessa centenária Organização Militar até o dia 19 de janeiro deste ano (2017).

Como foi ser capitão dos portos na Amazônia Oriental?

A tarefa de comandar uma Organização Militar cuja missão compreende uma série de tarefas que visam a contribuir para a orientação, coordenação e controle das atividades relativas à Marinha Mercante e organizações correlatas, no que se refere à segurança da navegação, defesa nacional, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica, em uma área de responsabilidade que engloba 101 municípios do Estado do Pará, onde os rios são as estradas para a locomoção e meio de sustento da maioria dos que lá vivem, foi uma grande responsabilidade. Lidar, não somente com as peculiaridades da vida militar, mas, também, com a comunidade marítima foi uma experiência maravilhosa que jamais esquecerei. Primeiramente, pela grande oportunidade de aprender e crescer com dois grandes Chefes que tive durante o meu Comando. O Vice-Almirante Edlander Santos, ex-Comandante do 4º Distrito Naval, e o atual Comandante, Sr. Vice-Almirante Alipio Jorge. Dois líderes a quem serei eternamente grato por todos os ensinamentos e orientações que deles recebi e por terem feito com que o meu comando, em horas difíceis, tivesse a mão firme e segura de oficiais extremamente competentes e experientes para me ajudar. E, também, pela satisfação de contar com valorosos e competentes servidores civis e militares, que comigo estiveram naquela Capitania para juntos desempenharmos a árdua missão a nós atribuída.

Qual a maior dificuldade como capitão dos portos?

Sem dúvida, a maior dificuldade foi conviver com acidentes da navegação e mortes de cidadãos em nossas águas, bem como do flagelo terrível, que, infelizmente, ainda assola nossa gente, o chamado escalpelamento. Como Capitão dos Portos, pude ver tudo isso de muito perto e sofri com a dor de uma gente que necessita dos rios para tirar o sustento de suas vidas e que, por muitas vezes, este mesmo rio tira a vida de seus entes queridos ou deixa marcas para sempre.

E qual foi a maior glória?

Certamente, a minha maior conquista durante os dois anos que permaneci no Comando da CPAOR foram os amigos que fiz e os conhecimentos que adquiri por meio dos contatos com pessoas competentes dos mais variados órgãos e Instituições, que, direta ou indiretamente, trabalharam comigo. O valor destas amizades é incalculável.

Hoje você está trabalhando como “coach”, e criou um programa de “coaching” chamado “consiga”, fale um pouco sobre isso.

Terminei a minha Pós-Graduação em “Coaching e Liderança” e realizei vários cursos de formação nessa área, em função de ser uma aspiração antiga. Durante meus trinta e três (33) anos de serviço ativo na Marinha do Brasil, pude aprender, com meus Chefes e por meio de cursos que realizei, que o ser humano é a peça mais importante da engrenagem de qualquer empresa ou instituição.
O Coaching trabalha ajudando pessoas a realizarem seus desejos, suas aspirações e a alcançarem seus sonhos ou metas por meio da elaboração de um planejamento adequado a cada tipo de pessoa ou situação, e com a utilização de ferramentas específicas.
O Programa de Coaching “Consiga – Alcançando Metas” foi desenvolvido por mim e é composto por cinco fases, distintas e interdependentes, que ajudam a pessoa a se desenvolver ao longo de, aproximadamente, três (03) meses, a fim de capacitar-se para “conseguir” o que deseja.

Em que tipo de empresas o programa “consiga” atua?

O Programa atua para o desenvolvimento pessoal, seja de equipes ou gestores de empresas ou individualmente. A melhoria da performance pessoal de quem passa pelo processo é notória e potencializa a produtividade individual, fazendo com que a pessoa se sinta capaz de agir em prol de um objetivo previamente estabelecido e que é conquistado por meio da execução de um plano de ação elaborado ao longo do processo.

Palavras para a comunidade maritíma.

Acredite sempre naquilo que seu coração pede! Acredite que existe pelo menos uma solução possível para cada dificuldade encontrada! Acredite sempre em seus sonhos! Mantenha o foco naquilo que te realiza e faz feliz! Acredite que o seu sonho é a imagem de um quebra-cabeça e não se deixe iludir por peças que não fazem parte do seu. Busque, apenas, as peças que se encaixam e seja feliz!
Nossa região é rica de tudo. Mas, principalmente, por ter pessoas fantásticas que acreditam e labutam, diariamente, para tornar possível a realização de seus objetivos.
Não tenho dúvida que seremos grandes por termos grandes mentes, grandes pessoas, porque grande é o nosso coração, grandes são as nossas aspirações, grandes são os nossos sonhos, assim como grande é o nosso Pará.

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