Porto prometido há mais de 40 anos no PI está com as obras paradas

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O Piauí é o único estado do Nordeste que não tem porto. Produtos têm que ser exportados por outros estados.

Neyara Pinheiro (Luís Correia, PI)

O Piauí é o único estado do Nordeste sem porto e que, por isso, perde receitas tendo que exportar produtos por terminais de outros estados. Isso poderia ser diferente se as obras que começaram no município de Luís Correia, há quatro décadas, tivessem terminado.

Só de molhe, paredão de pedras que avança pelo mar e que deveria servir de abrigo aos navios, foram construídos cerca de 5 km, mas até agora, só pequenos barcos e pescadores circulam aos fins de semana.

A promessa é bem antiga, tem mais de 40 anos. O início da obra foi em 1976, ainda período da Ditadura Militar. O governador da época era Dirceu Arcoverde, da Arena, partido extinto. O investimento estimado é mais de R$ 600 milhões, valores de hoje, segundo a Secretaria de Transportes do Piauí, só que em 1986, a construção foi paralisada e a partir daí, foram 23 anos de esquecimento.

Em 2009, as obras do porto foram retomadas, mas dois anos depois, tudo parou novamente. Hoje, o que se vê é um cenário de abandono. Até um guindaste usado durante a obra foi esquecido e agora está completamente destruído pela maresia.

Na segunda etapa, o governador do Piauí já era Wellington Dias, do PT, que novamente foi eleito em 2014. Para esse contrato, o Governo Federal repassou ao estado R$ 16 milhões. Duas empresas responsáveis pelo consórcio chegaram a receber R$ 12 milhões, só que desse dinheiro, só o que avançou foi a construção do cais.

O caso foi parar no Ministério Público, que entrou com duas ações na Justiça denunciando irregularidades na obra.

“Superfaturamento, fraude a licitação, ausência de estudos preliminares para feitura da obra, pagamentos indevidos e outros, né? Material inservível aplicado na obra, fora das especificações do projeto e que levou, portanto, ao laudo da Polícia Federal dizendo que aquele material que está lá é praticamente inservível, não tem finalidade alguma”, explica Kelston Lages, procurador da República.

Há poucos quilômetros do porto, um outro projeto que faria parte desse conjunto de ações do governo para o crescimento econômico do Piauí, também enfrenta problemas.

Por Portal da Navegação, via G1.

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