Praticagem manobra navios de até 336 metros e garante competitividade do porto

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Navios com até 336 metros de comprimento – equivalente a um prédio de 110 andares deitado – podem operar no Porto de Santos, um desafio aceito pela Praticagem de São Paulo e que está garantindo ao complexo santista a competitividade com outros portos nacionais.

O limite máximo de navegação de navios no Canal do Porto de Santos seria de até 266 metros de comprimento, mas a Praticagem de São Paulo propôs e a Codesp realizou uma série de simulações de manobras de navios, que permitiram verificar que seria possível manobrar, com restrições, navios de até 336 metros de comprimento, atendendo às determinações de segurança estabelecidas pela Autoridade Marítima.

Esse é um dos exemplos da proatividade da Praticagem de São Paulo e dos seus esforços para garantir agilidade e eficiência no tráfego do porto, com total segurança para embarcações e comunidade. Foia Praticagem que sugeriu no passado o aproveitamento da chamada janela de maré, que permite aos navios trafegarem com até um metro a mais de calado nas ocasiões em que a altura de maré for maior ou igual a um metro. Isso significa que um navio pode transportar mais 650 contêineres ou 10.000 toneladas de granéis. A eficiente coordenação do tráfego no Canal feita pela Praticagem possibilita esse ganho. É preciso entender que o porto tem suas limitações geográficas e elas precisam ser respeitadas. Diversos portos do mundo estão preocupados com o crescimento acelerado dos navios e o mundo todo discute as implicações dessa mudança, assunto que demanda maior debate no Brasil.

Tecnologia e treinamento – O prático é um profissional altamente capacitado e que está em constante aperfeiçoamento. A chegada dos meganavios exigiu ainda uma base maior de dados para que fosse mantida a segurança na manobra. Por isso, a Praticagem se antecipou e implantou seu Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego, o C3OT. Esse investimento, de R$ 8 milhões de reais na época, foi todo realizado e é mantido com recursos próprios.

Além disso, em adição ao curso de atualização já previsto pelas Normas da Autoridade Marítima, foi incrementada a qualificação de todos os práticos, com cursos de atualização realizados no exterior, em especial em Port Revel, na França. Tudo isso contribuiu para reforçar a tradição da Praticagem de São Paulo como uma das mais modernas e seguras do mundo. É um motivo de orgulho para o Brasil e de tranquilidade para todo o setor portuário.

A segurança das manobras é e sempre foi uma constante preocupação da Praticagem, que busca constantemente a máxima qualidade dos serviços. ‏Foi a primeira nas Américas a obter o Certificado ISO 9000 e essa certificação vem sendo mantida e atualizada anualmente.

Pesquisa realizada com comandantes de navios e pessoal de agências de navegação atesta que os serviços prestados pela Praticagem de São Paulo atendem às necessidades (97% dos entrevistados) e que a pontualidade e eficiência é destacada por 95,54% dos participantes da pesquisa. O índice de acidentes nos portos brasileiros é de apenas 0,002% (dois milésimos por cento), comparável com o dos Estados Unidos, a despeito das gritantes diferenças na infraestrutura. Foi este o escopo da implantação do C3OT: fornecer mais e melhores dados aos práticos, de forma a manter a segurança mesmo quando manobrando navios com dimensões muito acima dos limites geográficos do canal e do porto.

A Praticagem de São Paulo, com recursos próprios, conta com mais de cem funcionários para manter a estrutura necessária para realizar os serviços com a qualidade que o mercado exige e com a excelência que busca. Mantém um estaleiro, porque as lanchas não podem esperar por consertos realizados por terceiros; há um grande custo de peças e mão-de-obra, mas jamais um navio deixou de ser manobrado por causa de uma lancha quebrada. São 18 embarcações de vários tipos, que estão 24 horas por dia prontas para o trabalho.

Além disso, desenvolveu com profissionais da Universidade de São Paulo, o sistema Redraft – calado em tempo real, que permite agilizar ainda mais o tráfego no Porto de Santos.

Apoio à comunidade – A Praticagem não foge à sua responsabilidade social. Patrocina diversas ações sociais, educativas e culturais. Mantém duas creches, viabiliza cursos de formação e especialização de mão-de-obra, contribui para a integração porto-cidade e projetos de preservação do meio ambiente, entre outros. Ou seja, a Praticagem entende que a sua responsabilidade social vai muito além das manobras dos navios.

Um exemplo dessa filosofia: quando a Praticagem sentiu a necessidade de investir em seu centro de operações, dotando-o da aparelhagem mais moderna que existe, percebeu que os dados coletados poderiam também ser utilizados pela comunidade acadêmica, que poderia criar modelos muito úteis à comunidade marítima. Nesse sentido, foram assinados convênios com a Unisanta, USP e Unimonte para ceder, em tempo real, sem qualquer custo, dados das marés, correntes, ventos, padrões de onda, meteorológicos e salinidade.

A comunidade já começa a ser beneficiada com os dados coletados pelo C3OT e cedidos às universidades. Contato com as defesas civis dos municípios, bombeiros e outras entidades foram realizados, oferecendo as informações. Esse modelo é adotado, por exemplo, em Nova York, onde os bombeiros buscam informações do tipo correntes, maré, temperatura da água para realizar seus salvamentos.

Com as embarcações e o C3OT a postos 24 horas por dia é normal que a Praticagem receba pedidos de emergência. A instituição procura sempre colaborar da melhor forma, quer ajudando nos salvamentos, quer removendo tripulantes e passageiros doentes ou acidentados. Qualquer anormalidade observada pelo pessoal – como uma mancha de óleo, por exemplo – é imediatamente comunicada às autoridades. A Praticagem desempenha um importante papel na sua área de atuação, que é o canal e estuário do Porto de Santos.

Por Portal da Navegação, via Praticagem Santos

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