O avanço dos portos do Rio Grande do Sul

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Movimentação em 2017 foi superior a 41 milhões de toneladas no Estado

O ano de 2017 foi positivo para os três principais portos do Estado. Em Rio Grande, os números superaram mais de 100 anos de história, com movimentação superior a 41 milhões de toneladas. O crescimento, se comparado a 2016, foi de 7,8%. Já em Pelotas, com embarcação principalmente de toras de madeira que são transformadas em celulose no município de Guaíba, o crescimento foi de 223%.

O Porto do Rio Grande, por contrato com o governo federal, é administrado pelo governo estadual. O documento é válido até 2021, mas já está em processo de renovação. Em abril do ano passado, o governo do estado extinguiu a Superintendência de Portos e Hidrovias e colocou todos subordinados ao Porto do Rio Grande (SUPRG). Com a determinação, o Porto do Rio Grande passou a gerir outros portos, como os de Pelotas e Porto Alegre, e o setor hidroportuário como um todo.

Rio Grande

A estrutura do Porto do Rio Grande é formada pelo Porto Velho, Superporto e o Porto Novo. Construído pela Companhia Francesa dos Portos do Rio Grande do Sul, o Porto Novo do Rio Grande, cais comercial de uso público, completou 102 anos de atividade em novembro. A maior movimentação é realizada em terminais especializados arrendados no porto público, no Porto Novo, ou de uso privativo, no Superporto. No porto público, o operador portuário tem um espaço compartilhado para a movimentação de cargas diversas, principalmente carga geral, como fertilizantes e cargas rodantes (automóveis, tratores, colheitadeiras, pás eólicas, entre outros). É um espaço que ainda não tem volume suficiente para justificar um terminal especializado em alguma carga específica.

Segundo a SUPRG, a autarquia teve superávit de cerca de R$ 34 milhões no ano passado. Entre todas as cargas, os granéis sólidos, segmento que inclui os grãos agrícolas, tiveram aumento de 9,1%, totalizando mais de 25,1 milhões de toneladas. Os líquidos, representados pelo petróleo cru, somaram mais de 4,8 milhões de toneladas, crescimento de 6,3%. Por fim, a carga geral, que envolve automóveis, ultrapassou os 11,1 milhões de toneladas, aumento de 5,4%. O diretor superintendente do Porto, Janir Branco, confirma que houve diminuição no número de embarcações, porém, aumento no volume de cargas de mercadorias. “Isto reduz o custo do frete e aumenta a competitividade”, destaca.

Os itens que se enquadram dentro do segmento de carga geral, por exemplo, a celulose, que vigora como principal produto do tipo, movimentou 2,1 toneladas. O gado vivo somou 85,3 mil cabeças, com crescimento de mais de 80% se comparado a 2016. Em 2017, no setor de grãos, a soja foi o item que mais se destacou, mesmo ainda havendo soja estocada, conforme Branco. No ano passado, o complexo (óleo, farelo e grão) ultrapassou 15 milhões de toneladas, obtendo um aumento de 20,6%. Apenas com o grão houve movimentação de mais de 12,6 milhões de toneladas, crescendo mais de 31%. No Porto, foram realizadas 3.067 viagens de embarcações ao longo do ano.

A China foi o principal destino das mercadorias que saíram do Porto, correspondendo a 13 milhões de toneladas. O Porto Novo, que passou boa parte do ano em obra de modernização feita a partir de convênio com o governo federal, foi responsável por 14% da movimentação, ultrapassando 6 milhões de toneladas. “O cais do porto público está totalmente modernizado, uma obra na qual foram investidos mais de R$ 100 milhões”, confirma.

O Superporto, região dos terminais privados, representou 83,9% de toda a movimentação. O terminal de contêineres é um dos principais da América Latina, passa pela região que tem a movimentação dos granéis agrícolas e de empresas que movimentam soja, mas também relacionada a produtos petroquímicos. “Tivemos um aumento na movimentação deste segmento, que faz ligação com a Região Metropolitana. Quando se fala em petroquímico, temos atividade muito forte em Triunfo. Os produtos que são produzidos e direcionados para o Porto do Rio Grande para a exportação, então, ficam instalados na região do Superporto, em terminais especializados que também tiveram aumento de movimentação”, enfatiza Branco. Em 2017, a General Motors anunciou a ampliação de seus investimentos de importação e exportação de veículos. Com isto, o pátio automotivo do porto está praticamente sempre cheio e há uma demanda da empresa de um novo pátio para armazenagem de carros já em 2018, porque devem aumentar a movimentação de veículos. “Em 2017 fechamos com 134% de aumento nas exportações de carros em uma parceria público privado. A partir de março teremos um novo pátio para armazenagem com capacidade para 2 mil automóveis”, destaca.

O diretor técnico da Superintendência do Porto do Rio Grande, Darci Tartari, destaca, no entanto, que, em termos de logística, é de vital importância a conclusão da duplicação da BR 116 entre Guaíba e Pelotas e a duplicação do trecho da BR 392 entre Pelotas e Rio Grande, dentro do Porto. “Se estivéssemos com o estaleiro a pleno, já teríamos colapsado a atividade portuária”, relata. Ele afirma que outro grande problema é a necessidade de dragagem do porto. “Precisamos que seja permanente, garantindo a segurança necessária no calado oficial para os usuários. Isto representa garantia e segurança de contrato de compra e venda nas importações e exportações através do porto e ganhos de competitividade”, justifica.

Em 2015, 3.067 navios entraram e saíram do Porto. Em 2016, este número chegou a 3.241 e, ano passado, foram 3.067. Para Tartari, ainda é necessário um controle de tráfego marítimo e a criação de pontos de espera e transbordo (já existem projetos ainda não colocados em prática). “Temos o projeto de aprofundamento dos atuais 10,5 metros para 14 metros no canal de acesso e bacia de evolução do Porto Novo, o que seria um complemento à obra de modernização do novo cais. O objetivo de aprofundar o calado no local é para receber navios maiores”, explica.

O diretor técnico da SUPRG confirma que o governo do Estado já iniciou tratativas para que a renovação da concessão dos portos do Estado ocorra no devido tempo. A Superintendência já solicitou ao Ministério dos Transportes atualização do Plano de Zoneamento. Uma empresa foi contratada por licitação e realizou a atualização, verificação de georreferenciamento das áreas. O resultado foi remetido para o Ministério dos Transportes, que, neste ano, deve retirar da poligonal do porto os terminais de uso privativo. A situação de três empresas já foi resolvida. A ideia é que nos estaleiros Rio Grande 1 e 2 seja compatibilizado indústria naval com atividade portuária, pois está situado na melhor localização do porto, com águas profundas. O dique seco ficaria para indústria naval e o restante para operação portuária.

Trabalhadores do porto

O Porto é o local de trabalho de aproximadamente 11 mil pessoas. Destas, em torno de 180 trabalham na autarquia. “O quadro de servidores, em sua maioria, está em tempo de aposentadoria. Os guardas portuários, por exemplo, em até três anos devem ter tempo confirmado para se aposentar e não há a possibilidade de sinalização de novo concurso em breve”, confirma o diretor técnico. Antônio Cleber Rocha Goulart, de 67 anos, é chefe da divisão administrativa do Porto. Ele entrou por concurso em julho de 1981. No início realizava o trabalho de datilógrafo, em 1988 se tornou escriturário. Antes disto, em 1985, chefiou o setor de expediente e pessoal. “Acho que, como todo o rio-grandino, sempre tive uma relação especial com o Porto. Quando meu pai comprou um bar no Centro, em 1959, já tinha um tio que trabalhava no Porto Velho”, conta.

Goulart relata que, em fevereiro de 1980, passou pelo Porto procurando emprego e um amigo que estava no bar do seu pai contou sobre um concurso. “Quando vi, tinha vaga para datilógrafo e escriturário. Fiz o concurso e achei que não tinha passado, mas a vaga era minha”, relata. Passada a entrevista, Goulart ficou com a 14ª e última vaga. “Gostei de todos os trabalhos que tive, mas o Porto é como algo bom, viciante, pois todos aqueles que começam o trabalho portuário não querem mais largar, o que é o meu caso. Faz tempo que digo que vou me aposentar, mas não consigo sair pois gosto do meu trabalho”, diz. Mesmo sem vontade, Goulart marcou sua saída do Porto para o fim de 2018. “Não pretendo prorrogar mais este dia, mas também não descarto”, conclui.

O assessor jurídico do Porto, Renato Goulart Rocha, de 60 anos, tem 40 anos de trabalho no Porto. Rocha começou a trabalhar no Porto como conferente. “Entrei mediante concurso em 1977, ou seja, vivi 75% da minha vida trabalhando no Porto, que é meu ambiente, por isto tenho dificuldade para deixar em definitivo este local. É um vínculo muito forte”, garante. A história do assessor jurídico no Porto do Rio Grande começou em 1976, quando esteve no local pedindo emprego. “Naquele dia me encaminharam ao assessor jurídico, que me questionou se eu tinha padrinho político. Eu disse que não e ele me respondeu que não poderia me dar o emprego. Então, no ano seguinte fiz o concurso e hoje estou no lugar dele”, comenta o riograndino.

Ele lembra que quando entrou na autarquia o trabalho era difícil. Rocha conta que trabalhava na área operacional 24 horas direto por 12 horas de descanso. “Na safra o descanso era de seis horas. Este era meu trabalho até 1998. No ano seguinte fui convidado para ser assessor jurídico, onde estou até hoje”, comenta. Rocha ainda tem dois cunhados e um sobrinho que trabalham na área portuária. “É um ambiente muito bom e me sinto gratificado em trabalhar aqui, tanto que não é sacrifício acordar cedo e vir com vontade para o trabalho. No Porto se tem logística e estrutura para trabalhar, o que faz com que o trabalhador se sinta bem”, garante.

Augusto Pereira, de 55 anos, trabalha há 35 no Porto do Rio Grande. Atualmente, é encarregado do setor de segurança laboral e líder da emergência ambiental, que tem como uma de suas rotinas a fiscalização de navios. Ele entrou como escriturário, por concurso, no início dos anos de 1980. “Após passar por vários trabalhos no Porto, desde 1997 estou no setor de segurança. O Porto me deu tudo o que tenho. Me preparo para a aposentadoria, mas gosto de trabalhar aqui. É um local cosmopolita onde é possível conhecer pessoas de todo o mundo.”

Pelotas

As obras para a construção do Porto na maior cidade da região sul do Estado começaram na década de 1930. Já a formação atual, com três armazéns, foi inaugurada em 1941. Impulsionado pelo projeto da Celulose Riograndense, o Porto de Pelotas registrou em 2017 aumento expressivo em sua atuação e passou do quase ostracismo para um movimento constante. Conforme o Chefe de Divisão do Porto de Pelotas, Cláudio Oliveira, em 2016 foram movimentadas no local 278 mil toneladas de itens, como matéria prima do cimento e grãos como arroz, soja e trigo. “Com o crescimento de 223%, o porto chegou a 899 mil toneladas movimentadas. Somente as toras de madeira do projeto representaram mais de 665 mil toneladas.”

Ainda segundo ele, o contrato do Porto com a CMPC Celulose levou melhorias ao Porto. “Não teríamos condições de fazer as melhorias que eles fizeram. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões, utilizado para a compra de nova balança, nova oficina, prédio para o Porto, rampa de ova e desova de contêineres, construção de salas para fiscalização de operações portuárias e reforma de um equipamento para apoio de operações portuárias.”

A receita do Porto de Pelotas, que em 2015 era de aproximadamente R$ 250 mil anuais, passou para R$ 800 mil em 2016, quando ainda estava em obras. Em 2017, o faturamento foi de R$ 1,25 milhão. “Este valor deixa o Porto autossustentável, ou seja, sem dar prejuízo ao Estado”, observa. Para Oliveira, o local ainda necessita de melhorias. “Temos um guindaste elétrico com capacidade de 12 toneladas e, para atrair mais contêineres, devemos ter equipamentos mais modernos, áreas para armazenagem e, o principal, um acesso sul. Há um projeto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) desde 2015 que prevê a alça de acesso ao Porto pela BR 392 sem passar pela cidade. A obra custa em torno de R$ 60 milhões e depende da liberação de recursos do governo federal”, destaca. Ele confirma que há previsão de investimentos do governo do Estado em 2018 para o Porto de Pelotas.

Atualmente, 46 pessoas trabalham no Porto de Pelotas. Um destes é Hélio de Carvalho Oliveira, que passou os últimos 38 dos seus 62 anos de vida atuando no Porto de Pelotas. Ele foi artífice auxiliar por 19 anos, depois passou à função de caldeireiro e agora voltou à função original por determinação judicial. “Meu avô, meu pai, eu, três primos e dois tios temos o Porto em nossas vidas, é de família.” Ele confirma que viu 86 colegas se demitirem ou se aposentarem voluntariamente entre 1996 e 1997. “Esta época foi triste.” Quando entrou no Porto, em 1980, Oliveira trabalhou com colegas de seu pai, que deixou o trabalho dois anos antes. “Eles me contavam muitas histórias dele, o que era muito legal de escutar.”

O soldador Juliano Lopes, de 36 anos, trabalha há sete anos no Porto de Pelotas. Diz que o porto proporcionou qualidade de vida a ele e à família. “Não tem muita opção de emprego em São José do Norte, onde nasci, e em Pelotas, então gostei da opção do concurso. Além disso, a minha relação com o Porto de Pelotas é de gerações de familiares que trabalharam no local e das amizades que fiz”, destaca.

Luciano Moncks, de 47 anos, há sete anos começou a trabalhar no Porto de Pelotas como guarda portuário, após ser aprovado em concurso público. Para ele, o trabalho é o melhor acontecimento dos últimos anos de sua vida. “Adoro o que faço, mas, assim como todos, estou apavorado com a situação da guarda portuária, que o Governo do Estado quer extinguir junto com a Secretaria de Portos e Hidrovias. Estamos trabalhando com liminar.”

Alex Sander Mariano Pereira, de 35 anos, há cinco anos é o porteiro do Porto de Pelotas. O pelotense conta que quando fez 18 anos decidiu realizar o curso de marítimo e sempre buscava emprego no Porto. “Descobri um processo seletivo para diversos cargos no Porto de Pelotas, fiz a prova e em 30 de setembro de 2001 fui nomeado para porteiro, pois não tinha experiência como aquaviário. O processo seletivo durou cinco anos e depois reduziram o investimento e fui desligado”, conta.

Ele confirma que sempre teve vontade de voltar a trabalhar no Porto e isto só ocorreu três anos depois, quando abriu novo concurso, no qual se inscreveu como guarda portuário. “Para minha alegria fui nomeado em 2010. Minha vida sempre esteve muito ligada ao Porto de Pelotas, onde tenho meus amigos. Meu salário no Porto financiou meu casamento, o nascimento do meu filho. Toca o despertador de manhã e tenho satisfação de vir trabalhar no Porto”, observa. Para ele o melhor do Porto de Pelotas são as pessoas. “Elas são muito humanas. Todo mundo se conhece pelo nome. Há uma afetividade maior. São diversas funções e salários, mas há um coleguismo difícil de encontrar em outros locais”, opina.

Porto Alegre

O Porto de Porto Alegre obteve, em 2017, o melhor resultado de movimentação de cargas dos últimos oito anos. A 1,066 milhão de tonelada movimentada representou crescimento de 1,34% em comparação ao ano anterior, dando sequência aos resultados crescentes dos últimos anos. De acordo com o diretor de Polo dos Interiores, Bruno Gonçalves Almeida, o porto da capital gaúcha foi beneficiado com o crescimento do polo naval, o que possibilitou, inclusive, a chegada de algumas empresas. “Tem uma instalada no porto que atendeu plataformas fazendo guindastes. Também temos bastante carga de transformadores da GE”, contou.

Entretanto, a carga mais movimentada, tradicionalmente, é a de componentes químicos base para fertilizantes. “A tendência é que a gente continue, em 2018, aumentando essa movimentação com foco na área dos fertilizantes”, afirma o superintendente da SUPRG, Janir Branco. Porém, de acordo com Almeida, a expectativa é de que ocorra decréscimo. “Em determinadas cargas vai ter aumento. Com certeza teremos acréscimo na cevada. Mas, seguindo a perspectiva nacional, vai ter um pouco de redução sim. A gente espera 1 milhão, 950 mil toneladas.”

Dividido entre os cais Mauá, Navegantes e Marcílio Dias, o Porto de Porto Alegre poderá ter novidades no que tange à movimentação de contêineres. “Com o Santa Clara (terminal de Triunfo), talvez o Porto de Porto Alegre possa oferecer alguma área para a movimentação de contêineres”, comenta Branco. Atualmente, a área de operação do porto público está concentrada no Cais Navegantes, que tem capacidade de operação de até três navios de longo curso simultaneamente. O zoneamento do porto dispõe de áreas para terminais multipropósito utilizadas, principalmente, com cargas de grãos, fertilizantes e carga geral. Em relação aos projetos da SUPRG, Branco ressaltou que as melhorias na navegação, como forma de dar condições de crescimento a estrutura portuária da região, é o principal objetivo. “A retirada de pequenos volumes em determinados trechos nós vamos continuar fazendo. É um planejamento muito mais de manutenção do que de grandes projetos”, destaca o superintendente.

A partir desse planejamento, a superintendência está estimulando a promoção de parcerias. “Estamos identificando volumes de determinadas regiões no próprio lago Guaíba para estimular parcerias com a Sindibritas, Agabritas. O objetivo é poder retirar sedimentos de determinados trechos para melhorar a navegação, possibilitando que outras atividades sejam exercidas. Tudo isso sendo monitorado pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luís Roessler (Fepam)”, diz o superintendente.

Mesmo sem prazo definido, a SUPRG espera que empresas ocupem espaços do porto que estavam sendo usados de forma irregular. “Hoje, dos 25 processos, a gente só tem dois que permanecem (ocupados) e vão ser executados para poder ofertar a área para atividades portuárias. No Cais Navegantes, no porto público, estão concentradas operações públicas. Saindo da área operacional do Navegantes e Marcílio são áreas que podem ser arrendadas com parcerias”, explica o diretor de Polo dos Interiores. Porém, não há previsão de quando as áreas poderão ser arrendadas. “Infelizmente, a gente perde vários investimentos nos portos pela falta de autonomia”, lamenta Almeida.

Dentre as outras ações da SUPRG que estão refletindo na área portuária de Porto Alegre, o superintendente chama a atenção para a dragagem do canal do Furadinho – considerada fundamental para o transporte de cargas do polo petroquímico de Triunfo. Outra é a dragagem no rio Gravataí, com o objetivo de melhorar a bacia de evolução do navio que atraca pra fazer a entrega de gás. “Passa pela nossa hidrovia cerca de 6 milhões de toneladas de mercadorias, entre produtos petroquímicos e químicos e granéis agrícolas. Há uma tendência de aumento de movimentação dos projetos já existentes”, afirma o superintendente. Entre os projetos estão o acréscimo da movimentação de cargas da Celulose Riograndense e do gás, de acordo com o aumento da população.

Estrela e Cachoeira

A SUPRG está aguardando a decisão do governo federal sobre o que será feito com o Porto de Estrela. De acordo com Branco, o convênio com o Estado ainda estava vigente quando a superintendência assumiu o porto. Entretanto, ele expirou em 6 de agosto. “Há uma tendência de que esse porto seja municipalizado. Que o município de Estrela, enquanto órgão público, assuma”, ressalta o superintendente. Segundo ele, a SUPRG não tem capacidade de investimento para alocar recursos no porto de Estrela e de Cachoeira. “Não adianta querer abraçar tudo e atender mal a todos. Os esforços vão ser concentrados nos portos de Pelotas e Porto Alegre para atender bem essas unidades.”

Sobre o porto de Cachoeira, diz que não há operação e nem estrutura no local. “Estrela até tem. As instalações são boas. Mas a estratégia para Estrela está sendo pensada pelo governo federal através da Secretaria Nacional de Portos”, esclarece.

Pessoal

O secretário dos Transportes do Estado, Pedro Westphalen, afirmou que diversos funcionários entraram na Justiça devido ao processo de extinção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). “A decisão do governo foi de enxugamento da máquina sem prejuízo para sua funcionalidade. As coisas estão caminhando bem. Os funcionários que se acharam prejudicados entraram judicialmente recorrendo desta decisão, mas o serviço está andando normalmente e houve, inclusive, crescimento no porto de Porto Alegre.” Branco ressaltou que o pessoal ligado à SPH não foi desligado. “O pessoal não foi desligado e continua trabalhando. Então, a gente tem as condições hoje de fazer a gestão.”

Por Portal da Navegação, via Correio do Povo.

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