A importância da hidrovia do Madeira para o Norte

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Santo Ant™nio Energia/JULHO/2010 - Vista aŽrea - Rio Madeira - jusante de Porto Velho

Marcelo Freire

Empresários, pecuaristas e a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) não desistiram do grande sonho da consolidação.

Empresários, pecuaristas e a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) não desistiram do grande sonho da consolidação da dragagem do rio Madeira, em Porto Velho. A população e classe política também ainda deposita esperança no projeto. Ontem, na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), do Senado Federal, aprovou a recondução de Adalberto Tokarski para o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Tokarski, ao ser questionado pelo senador Acir Gurgacz (PDT), respondeu com riqueza de informação sobre o processo de dragagem do rio Madeira e destacou a importância da hidrovia para o escoamento de grãos na Amazônia. É profundo conhecedor dos problemas enfrentados pela empresa que venceu o processo licitatório da dragagem do rio Madeira, em Porto Velho, até a região de Humaitá, no Amazonas.

O rio Madeira enfrentou no ano passado uma das piores secas da história, complicando a navegação no período da noite e também o escoamento de grãos de Porto Velho até o Porto de Itacoatiara, no Amazonas. Quando o nível do rio apresenta uma redução drástica, a navegação fica comprometida. Ocorre que o trabalho de dragagem começou após o nível do rio atingir mais de 8 metros, o que inviabiliza totalmente o trabalho. É jogar dinheiro público rio abaixo.

Adalberto Tokarski sabe da importância da hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho, para a economia da região Norte. Salientou a importância dos portos para o transporte de cargas e dos produtos para o exterior e o crescimento de cargas por rio dos rios da Amazônia. Por outro lado, o setor enfrenta sérios problemas com a falta de pessoal. Para se ter uma ideia de gravidade, são 52 funcionários para fiscalizar mais de 10 mil embarcações todos os meses na Amazônia. É humanamente impossível cumprir essa missão.

Enquanto a produção de grãos aumenta todos os anos no Brasil, a pedido do mercado internacional, o Governo Federal não consegue acompanhar esse ritmo de crescimento e mantém a mesma equipe de funcionários. Quem perde é a região Norte e as grandes empresas que atuam no comércio de exportação. Se o governo deseja recuperar o crescimento, é necessário investir na contratação de servidores públicos para esses setores estratégicos para alavancar a economia brasileira.

Por Portal da Navegação, via Diário da Amazônia.

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