Parada há 2 anos, Unidade Básica de Saúde Fluvial de R$ 2 milhões deixa de atender 6 mil ribeirinhos no interior do AM

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Equipamentos novos estão sem uso em UBS Fluvial no Amazonas (Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica)

Prefeitura afirmou que a unidade deve começar a funcionar em maio.

Uma Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) que custou R$ 2 milhões aos cofres públicos está parada há 2 anos no porto de Tonantins, município a 870 km de Manaus. No local, serviços médicos e odontológicos deveriam estar disponíveis para cerca de 6 mil pessoas de mais de 40 comunidades ribeirinhas.

A unidade foi construída com verba federal, mas as despesas para o funcionamento são de responsabilidade da Prefeitura de Tonantins.

O secretário de Saúde do município disse à Rede Amazônica que problemas burocráticos e financeiros impediram os atendimentos na embarcação. Ele também afirmou que a unidade deve começar a funcionar no segundo fim de semana de maio deste ano.

“A partir do Dia das Mães já é garantido, na sexta-feira vou na Câmara Municipal explanar pra população isso, aí é garantia que ela vai andar”, disse o secretário José Pereira da Silva Júnior.

Prateleiras vazias e ferrugem

É possível encontrar peças ferrugem na UBS Fluvial no interior do Amazonas (Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica)

O interior da embarcação tem equipamentos sem uso, armários de medicamentos vazios e ferrugem em alguns pontos.

Sem a UBSF, que deveria circular pelos rios, quem mora em comunidades ribeirinhas perto de Tonantins faz viagens de até 6h em barcos para tentar atendimento médico na sede do município.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que recebeu um pedido de custeio da Prefeitura de Tonantins, mas há pendências documentais.

“O Ministério da Saúde informa que essa Unidade Básica de Saúde Fluvial ainda não é habilitada pela pasta. No início deste mês de abril, o município encaminhou ao Ministério da Saúde um pedido de custeio (habilitação). O pedido já foi analisado e município comunicado sobre a necessidade de documentos adicionais”, informou a nota.

O ministério disse ainda que, atualmente, a responsabilidade pelo funcionamento e pagamento de profissionais dessa UBSF é do município.

Os profissionais que deveriam atuar na unidade foram nomeados, mas ainda não estão atuando ou recebendo salários.

No Brasil, existem 24 obras de Unidades Básicas de Saúde Fluviais concluídas. No Amazonas seis estão em funcionamento e recebem custeio federal, de acordo com o Ministério da Saúde.

(*Colaborou Alexandre Hisayasu, da Rede Amazônica)

Por Portal da Navegação, via G1 AM*

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