Petroleiro encalhado é risco de acidente ambiental no Rio Amazonas, alerta Praticagem

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Um rebocador da Companhia Docas de Santana conseguiu liberar a parte dianteira da embarcação, mas da meia nau até a popa (parte traseira), o navio continuou preso.

Depois que um navio petroleiro encalhou no Amapá carregando 50 milhões de litros de petróleo, a Praticagem do Amapá fez um alerta para o risco de uma tragédia ambiental no Rio Amazonas.

O acidente ocorreu na última terça-feira (15), na localidade de Ilha das Pedreiras, a cerca de 64 quilômetros de Macapá. O navio Wisby Atlântic, das Bahamas, com 183 metros de comprimento e 32 metros de largura, bateu contra o banco de areia e ficou preso.

Um rebocador da Companhia Docas de Santana conseguiu liberar a parte dianteira da embarcação, mas da meia nau até a popa (parte traseira), o navio continuou preso. O trecho do Rio Amazonas onde o navio encalhou tem profundidades de 12 a 14 metros, mas, como estava do lado errado do canal, o navio acabou encalhando. O local é o único do país onde a presença de um prático a bordo é facultativa. Com a nova preamar, o navio foi retirado para fora do banco, e conduzido até a zona de praticagem da Fazendinha, nesta quarta-feira (16), onde aguarda por uma inspeção da autoridade marítima.

O caso foi comparado, pela praticagem do Amapá, com o navio Exxon Valdez. Em 1989, o navio encalhou e derramou 36 mil toneladas de óleo bruto no mar do Alasca, causando uma mortandade épica de animais marinhos e aves, além de um gasto de US$ 4 bilhões para limpeza das praias, além de indenizações.

Por Portal da Navegação, via Diário do Amapá.

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