ENTREVISTA – Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho

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Entrevista com o Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, Comandante do 4º Distrito Naval (Belém-Pará)

Sua historia, família, atuação na Marinha do Brasil, visão sobre os rios na Amazônia, realizações ao longo de um ano no comando do 4º DN e considerações finais.

Na cidade de Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1957, nascia um menino simples que almejava fazer o melhor para o Brasil. Hoje, como Comandante do 4º Distrito Naval, casado, pai de quatro filhos, católico praticante, o Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho conta como foi a sua trajetória.

Estudante de escola pública, aos 17 anos conseguiu ingressar no Colégio Naval, após aprovação em concurso público, onde cursou o ensino médio e, logo após, continuou sua formação militar-naval na Escola Naval, onde concluiu o ensino superior e foi declarado Guarda-Marinha em 1981. “Eu nunca fui um dos melhores alunos, porém, sabia que tinha de estudar para conquistar algo”, relembrou o Vice-Almirante Edervaldo. 

Ao longo do ano seguinte, realizou a Viagem de Instrução a bordo do Navio Escola Custódio de Mello, ocasião em que teve oportunidade de conhecer diversos países. Com o término da viagem, foi nomeado Segundo-Tenente em agosto de 1982, e designado para servir na Corveta Iguatemi e, posteriormente selecionado para ser o Imediato do Navio-Patrulha Parati, ambos subordinados ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, na área de jurisdição do Comando do 4º Distrito Naval, em Belém-PA. Em 1984, foi promovido a Primeiro-Tenente. “Nós tínhamos muitos problemas em relação à fronteira marítima, pois muitos barcos pesqueiros estrangeiros entravam na nossa área jurisdição para pescar ilegalmente. Apreendemos muitas embarcações naquele período”, apontou o Vice-Almirante Edervaldo. 

Durante a carreira militar, é necessário realizar diversos cursos para que se possa alcançar patentes superiores, por isso, o Almirante Edervaldo voltou para sua cidade natal para estudar no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk e realizar o Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais, tornando-se, após o Curso, aperfeiçoado em Comunicações.   Após, teve uma passagem de três anos pelo Navio Aeródromo Ligeiro “Minas Gerais”. Em seguida, foi selecionado para receber um Contratorpedeiro, que pertencia à Marinha americana, que seria incorporado a Marinha do Brasil e batizado de Contratorpedeiro “Pernambuco”.

Já em 1992, como Capitão-Tentente, foi nomeado para seu primeiro comando no mar: o Aviso de Instrução Guarda-Marinha Brito, que tem como missão para realizar Instrução aos Aspirantes da Escola Naval. Após passar o comando, voltou novamente para servir no Navio Aeródromo Ligeiro “Minas Gerais”. Com o intuito de ascender na carreira, foi aprovado no concurso para a na Escola de Guerra Naval a fim de realizar o Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores, como Capitão de Corveta. 

Quando terminou o curso, o então Capitão de Fragata Edervaldo foi servir no Comando de Operações Navais e, em menos de um ano, foi selecionado para integrar o Ministério da Defesa com objetivo de montar um centro de comando e controle para fazer frente ao tão temido “Bug do Milênio”. Em seguida, foi designado para a Comissão Naval Brasileira na Europa, tendo morado por dois anos em Londres, na Inglaterra. Ao voltar para o país, foi designado Comandante da Estação Rádio da Marinha em Brasília. 

Já como Capitão de Mar e Guerra comandou o Navio de Desembarque Doca “Ceará” por dois anos, sendo seu segundo comando no mar e terceiro na carreira. Após passar o comando, realizou o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia Militar na Escola Superior de Guerra. Após a conclusão do curso, foi ser o Vice-Diretor do Centro de Inteligência da Marinha (CIM). Em 2010, foi promovido a Contra-Almirante, tendo sido o primeiro Vice-Diretor desta organização militar a ser promovido a Oficial General.

Em sua primeira função como Contra-Almirante, foi Sub-chefe da Seção de Organização do Estado-Maior da Armada. Em 2012, foi selecionado para o cargo de Diretor do CIM.

Em 2013, foi designado para comandar o 6º Distrito Naval, localizado na cidade de Ladário-MS, onde conseguiu adquirir dois navios e nove terrenos para a Marinha.  Após passar o comando, regressou para o Estado-Maior da Armada, onde exerceu o cargo de Vice-Chefe.

Em 2017, teve a oportunidade, novamente, de retornar a Belém-PA, onde começou a sua carreira, mas, agora, como Comandante do 4º Distrito Naval, função que exerce até hoje. Ao longo dos 43 anos servindo à Marinha do Brasil, o Almirante fez uma revelação: “Por todos os lugares que passei, fui feliz. Estou muito realizado em comandar mais uma vez um Distrito Naval, pois isso é um privilégio que poucos conseguem em uma carreira militar, um resultado de muito trabalho”

Em 26 de julho de 2018, o Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho completou um ano no Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN). Aos 60 anos, ainda tem força, vibração, coragem e determinação para construir um país melhor. 

Ele explicou que o Com4ºDN exige mais cuidado por ser uma área mais complexa, devido à extensão territorial marítima e fluvial que compreende quatro estados (Pará, Amapá, Maranhão e Piauí), tornando-a um ponto estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do país. As vias fluviais e marítimas ainda servem como rota obrigatória na integração do Sul, Centro-Oeste e Norte do país. Em virtude deste cenário, foi concedido ao Vice-Almirante Edervaldo a honra de defender as águas brasileiras desta região. Para o Vice-Almirante, o Com4°DN também requer mais atenção por ter mais pessoas sob seu comando que são, aproximadamente três mil, entre  militares e servidores civis. Mesmo diante de diferentes desafios, continua otimista em relação às ações desenvolvidas: “Trabalhar pela Marinha é ter a certeza de um Brasil melhor”. 

Gestão educadora e ações de conscientização

Sob uma gestão educadora e empenhada com o futuro das pessoas, o Com4ºDN vem promovendo Ações Cívico-Sociais (Aciso), que levam atendimento médico, odontológico e hospitalar às comunidades ribeirinhas carentes e em locais de difícil acesso, por meio do Navio-Auxiliar Pará. A Aciso já foi realizada em Macapá (AP) , Santarém (PA), Ponta de Pedras (PA) e Gurupá (PA).

Em abril, o Com4ºDN bateu o recorde de atendimentos com a Operação Rios de Cidadania, na região da Ilha do Marajó (PA), abrangendo às cidades de São Sebastião da Boa Vista, Breves, Portel e Melgaço, esta com menor índice de desenvolvimento humano (IDH) do país. No total, foram oferecidas 947 consultas médicas, 442 consultas odontológicas, 802 procedimentos laboratoriais, 321 exames de mamografia, além de distribuir mais de 14 mil medicamentos após as consultas.

Na última Aciso, em junho deste ano, a Marinha foi até a comunidade de Vila Progresso, no arquipélago do Bailique-AP e na Vila Maranata de Ajuruxi, na cidade de Mazagão-PA. Na oportunidade, realizou 540 atendimentos médicos, 1.173 procedimentos odontológicos, 2.243 procedimentos laboratoriais e 126 exames de mamografia com resultado no mesmo dia. Também houve a distribuição de 10.070 medicamentos e a instalação de oito coberturas de eixo. Ainda foram feitas três cirurgias corretivas de fissura labial a bordo do Navio. Na ocasião, os militares aproveitaram para reparar o gerador da Escola Estadual Osmundo Valente Barreto, na Vila Maranata de Ajuruxi, que não funcionava há seis meses. Desta forma, puderam proporcionar aos alunos maior conforto e qualidade na hora da aprendizagem.

Além de atendimentos médicos e odontológicos, o Com4ºDN desenvolve atividades que aproximam mais as Forças Armadas da população. A Banda de Música dos Fuzileiros Navais do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas já foi levada para escolas e praças públicas, teatros e shoppings do Pará e para o Estado do Amapá. Esta é uma maneira de apresentar à sociedade outros tipos de atividades que a Marinha desenvolve e oferecer cultura e lazer para o povo paraense e amapaense. 

Em abril, o Com4ºDN deu início ao Programa Forças no Esporte (Profesp) em 2018. O programa é executado por três pólos, cada um representado por uma Organização Militar subordinada ao Com4ºDN, são elas: O centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar, o 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas e a Estação Rádio da Marinha em Belém. Ele atende cerca de 500 crianças e adolescentes da rede pública de ensino que tem acesso à prática e à cultura do esporte, e recebe orientações de civismo, cidadania e reforço escolar. 

Em relação às crianças e aos adolescentes também, há o Projeto Amigo da Escola, iniciado em janeiro deste ano, que em pouco tempo, beneficiou cerca de 500 alunos das seguintes instituições: Irmã Josepha, Madre Celeste, Jaderlândia, Davi Salomão, General Gurjão, Catalina II, José Alves Cunha, Olga Benário e Parque Bolonha. O Projeto Amigo da Escola visa promover e incentivar o civismo na comunidade escolar por meio da participação nos ritos e tradições navais e despertar o interesse sobre assuntos relativos à Marinha do Brasil como Amazônia Azul, História Naval do Brasil, Poder Marítimo e Poder Naval. Neste mesmo projeto, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação em Belém, foi revitalizado o telhado da Unidade de Educação Infantil Catalina II. 

Em outra frente de linha, a Capitania Fluvial de Santarém (CFS), subordinada ao Com4ºDN, está com o Projeto “Esse Barco é Nossa Escola” que objetiva conscientizar e treinar as crianças para agirem com segurança nas embarcações de transporte escolar. Ele é voltado para estudantes de escolas públicas, do ensino fundamental, que recebem treinamentos teóricos e práticos sobre segurança da navegação, a bordo de uma embarcação. Além deste, a CFS também desenvolve o Projeto “Segurança da Navegação nas Escolas” que inclui um ciclo de palestras realizadas nas escolas públicas, sobre práticas fluviais seguras desde a infância, tendo como foco principal o uso efetivo de coletes salva-vidas.

Outro projeto da CFS é o Projeto “Capitania Itinerante” que tem como propósito levar serviços de qualidade para comunidades ribeirinhas que vivem mais distantes da cidade de Santarém, onde fica a sede da Capitania. O projeto atende 14 municípios que fazem parte da área de jurisdição da CFS e oferece os seguintes atendimentos: inscrição de embarcação, regularização da habilitação de aquaviários e amadores, instalação de cobertura de eixo e distribuição de coletes salva-vidas. 

Alinhado com a mentalidade de preservação ambiental, o Vice-Almirante realizou o plantio de mudas de árvores frutíferas em Organizações Militares, escolas e na praça em frente ao Com4ºDN. Com esta atitude ele pretende sensibilizar a humanidade sobre a importância da preservação das florestas para a manutenção da vida na Terra e faz questão de deixar frutos para que as futuras gerações colham.

Neste ano também, as Capitanias dos Portos do Piauí, Santarém-PA e Amapá, subordinadas ao Com4ºDN, foram elevadas à condição de Organizações Responsáveis pela Execução Local de concursos públicos, dando chance ao povo brasileiro destas localidades de realizar a prova sem necessidade de se deslocar para outras cidades e/ou Estado e ter gastos com locomoção, hospedagem e alimentação. Já no primeiro concurso de 2018 (Aprendiz-Marinheiro), cerca de 10 pessoas foram aprovadas. É a Marinha levando oportunidade e facilidade para todos aqueles brasileiros que desejam ingressar e servir à Pátria nas Forças Armadas e crescer na vida.

Números não mentem

Mais de 95% de todo o transporte comercial desta região ocorre por meio dos rios e o transporte fluvial de passageiros movimenta, anualmente, milhões de pessoas. Neste contexto, a segurança da navegação foi uma prioridade para o comando do Vice-Almirante Edervaldo que por meio das Capitanias dos Portos subordinadas ao Com4ºDN, executam ações de inspeção naval, cursos de capacitação para aquaviários, distribuição de coletes salva vidas e instalações gratuitas das coberturas de eixo dos motores das embarcações para combater os acidentes de escalpelamento que são característicos da região amazônica.

Nossas estradas são os nossos rios. Quase todo dia alguém morre neles, porque desobedece às Leis de Segurança do Tráfego Aquaviário (LESTA). Isso ainda ocorre devido à persistência da população ribeirinha na chamada “Cultura do Risco”, que é a crença de que nunca vai ocorrer alguma fatalidade consigo. Para o Almirante, o passageiro de uma embarcação também tem o papel de co-participante da Marinha, ajudando na denúncia de irregularidades: “A Marinha ensina, educa, orienta, fiscaliza e pune, mas precisa da ajuda da população”. 

Para compreender melhor os esforços empregados pelo Com4ºDN na difícil missão de assegurar a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e a prevenção da poluição hídrica por causa de embarcações, analisaremos o balanço das atividades desempenhadas durante o primeiro ano de comando do Vice-Almirante Edervaldo. Em 2017, mais de 130 embarcações foram apreendidas. Já neste ano, tivemos diversas apreensões significativas. Por exemplo, na Operação Verão 2018, que ocorreu no período de 15 de dezembro de 2017 a 9 de janeiro de 2018, o Com4°DN fiscalizou 1748 embarcações e apreendeu 13 por irregularidades.

Mais recentemente, a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) desenvolveu a Operação Verão Amazônico, no mês de julho, que é o mês com maior intensidade de movimentação de embarcações devido às férias escolares. A Operação contou com equipes itinerantes em locais estratégicos como os municípios Salinópolis, Bragança, Marabá, Tucuruí e São Félix do Xingu (todos no Estado do Pará). Ao todo, 903 embarcações foram fiscalizadas, sendo 12 apreendidas e 37 notificadas. Estes números refletem os excelentes resultados apresentados em decorrência do comprometimento e empenho do Com4ºDN em combater as práticas ilegais e manter os rios e mares seguros. 

Em março, a CPAOR apreendeu uma embarcação que transportava 242 cabeças de gado irregularmente, na região do Carnapijó (PA). Neste ano, ela inaugurou o novo espaço do Grupo de Atendimento ao Público (GAP) que visa assegurar a excelência dos serviços organizacionais prestados aos clientes e parceiros. No GAP, além das informações de caráter geral fornecidas ao público, também são prestados serviços na área do Ensino Profissional Marítimo como emissão de documentos relacionados à Marinha Mercante e requisição de cursos para aquaviários.  

Outro caso de apreensão ocorreu em abril. O Navio-Patrulha “Guanabara”, subordinado ao ComGptPatNavN, foi responsável pela apreensão de uma embarcação que transportava, ilegalmente, cerca de 1.100 quilos de carne de capivara e quatro jacarés vivos, entre as cidades de Chaves e Abaetetuba-PA.  Já o Navio-Patrulha “Guarujá”, também subordinado ao ComGptPatNavN , apreendeu três embarcações por transportar seis toneladas de pescado ilegal e um empurrador com 1000 m³ de madeira ilegal, na região dos Estreitos. 

Durante uma operação de patrulha naval, em junho, o Navio Patrulha “Bocaina”, apreendeu um barco pesqueiro na faixa marítima de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa que foi roubado do porto de Larivot. Ao entrar em águas brasileiras, o navio passou a monitorar seu deslocamento para interceptá-lo. Outro caso internacional foi a interceptação e apreensão de uma embarcação estrangeira que realizava o transporte ilegal de 25 imigrantes africanos para o Brasil, no município de São José de Ribamar-MA.

Desafios para o próximo ano de comando

O Vice-Almirante Edervaldo também revelou sobre a intenção de implantar uma Rádio Marinha na área do 4º Distrito Naval com o intuito de proporcionar a execução de campanhas educativas e de conscientização da população ribeirinha sobre a segurança da navegação e a prevenção de acidentes, além de proporcionar músicas de alta qualidade aos ouvintes. O Almirante já conseguiu os recursos para financiar o projeto, porém, está em tratativas para obter a frequência da Rádio.

Ainda sob seu comando, uma equipe está voltada para estudar a criação de uma 2ª Esquadra com sede no Norte/Nordeste do país a fim de robustecer estrategicamente a Força Naval em uma região próxima à foz do Amazonas. Com isso, vão ser necessários investimentos que envolvem a construção de estruturas como: Base Naval, Base Aérea Naval, Base de Abastecimento, Centro de Mísseis e Paióis de Munição, Centros de Instrução, Força de Fuzileiros da Esquadra e a construção dos Próprios Nacionais Residenciais.

Também merece destaque a ampliação da presença da Marinha na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa por meio da criação de uma Agência da Capitania dos Portos do Amapá no Oiapoque-PA. Ele vai contribuir para aumentar a segurança do tráfego aquaviário nos mares e rios da região e para o combate aos crimes transfronteriços e ambientais provenientes de embarcações. 

Com mais um ano de comando pela frente, o Vice-Almirante Edervaldo almeja conquistar mais benefícios para a Nação: “O Brasil ainda hoje fica de costas para o mar e se esquece da riqueza da nossa Amazônia Azul nos fundos dos mares e rios. É preciso olhar com atenção e investir em pesquisas”. O Almirante ressaltou também para a importância do transporte hidroviário na região do Norte e Nordeste do país: “Aqui é uma área estratégica e a tendência é aumentar o fluxo de escoamento de grãos. Este tipo de transporte é 30% mais barato. Todos vão sair ganhando até o consumidor final. Porém, precisamos estar preparados para o maior movimento de embarcações como criação e/ou ampliação de portos”.

Neste sentido, por exemplo, já assinou um Termo de Execução Descentralizada com o DNIT para aumentar em 20 centímetros o calado dos navios que trafegam na área da Barra Norte. Esta é uma iniciativa experimental dentro dos parâmetros de segurança que, vai possibilitar o transporte de mais seis mil toneladas por navio. Posteriormente será realizado um levantamento hidrográfico no local a fim de aumentar ainda mais o calado dos navios que trafegam na região, permitindo um significativo desenvolvimento econômico e deixando um grande legado para o país.

O Almirante Edervaldo afirmou ainda que nós, da geração atual, temos obrigação de deixar um Brasil melhor para nossos filhos e netos. Também acredita que para que isso ocorra é fundamental investir na educação desde a alfabetização, ensinando as crianças a respeitar e valorizar os professores, pois somente isso pode mudar a realidade do país. “Tem gente que trabalha oito horas por um salário, eu trabalho vinte quatro horas por sonho, o de ver um Brasil melhor!”, finalizou o Almirante Edervaldo. “Marinha do Brasil: protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente”.

Tudo pela Pátria!

Viva a Marinha!

                         Entrevista feita por Luis Celso Borges

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