Movimentações portuárias crescem no Brasil durante o segundo trimestre de 2018

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Mesmo diante da instabilidade política e da greve dos caminhoneiros, as movimentações nas instalações portuárias brasileiras tiveram crescimento de 1,0% no segundo trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior. Portos públicos e terminais privados do país movimentaram mais de 276,8 milhões de toneladas durante este período, um total de 2,6 milhões de toneladas superior a 2017, de acordo com o Boletim Informativo Aquaviário do 2º Trimestre de 2018, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Dividindo as movimentações de acordo com a gestão dos portos, é possível notar o crescimento de 2% nos portos públicos, uma alta expressiva, visto que nos últimos anos houve um decréscimo de 0,2% nesta categoria portuária. Com essa alta, os portos públicos somaram a movimentação de 95,2 milhões de toneladas, representando uma participação de 34,4% da movimentação total das instalações portuárias brasileiras. Já nos portos privados, o crescimento registrado foi um pouco menor, apenas 0,5%. Porém, é nesses portos que a maior parte das cargas são movimentadas, durante o segundo semestre deste ano foram 181,6 milhões de toneladas, resultado que representa 65,6% das cargas movimentadas no conjunto das instalações portuárias do país.

Em relação as mercadorias mais movimentadas, nenhuma novidade, o minério de ferro foi o destaque com 98,7 milhões de toneladas e aumento de 1,8% em relação a 2017, em seguida petróleo e derivados com 48,3 milhões de toneladas movimentadas, mas decréscimo de 1,7%; em terceiro lugar, a soja com 40 milhões de toneladas e impressionante crescimento de 11,9%; com 26,2 milhões de toneladas e aumento de 1,8%, os contêineres ocupam a quarta colocação entre os produtos mais movimentados. Com crescimento admirável de 30,1%, o carvão mineral ficou na quinta posição do ranking. Já entre as principais mercadorias movimentadas que apresentaram queda neste trimestre, as maiores reduções foram adubos, com -11,2% e açúcar (-32,1%).

Ao analisar as movimentações de cargas em relação à distância, 201 milhões de toneladas foram de longo curso, uma redução de 1,4% em comparação ao segundo trimestre de 2017, deste total 35,6 milhões de toneladas chegaram de outros países enquanto 165,4 milhões de toneladas foram exportadas. China e Estados Unidos foram os principais parceiros comerciais do Brasil durante o segundo trimestre de 2018, representando respectivamente, 51,07% e 23,1% da movimentação nos portos brasileiros. Em relação a cabotagem, os resultados foram positivos, foi registrado um crescimento de 4,5% na movimentação, percentual correspondente a 56,7 milhões de toneladas movimentadas, um acréscimo de 1,6 milhões de toneladas em comparação ao mesmo período em 2017. A navegação interior surpreendeu apresentando uma alta de 18,4%, atingindo o montante de 18 milhões de toneladas.

De acordo com a Asia Shipping , multinacional especializada em transporte internacional de cargas, mesmo diante do cenário desfavorável e com algumas oscilações, o modal marítimo tem ganhado força e tem se mostrado apto para atender todas as necessidades do mercado brasileiro sejam elas internas ou externas. “Em um país extenso como o Brasil e com a economia tão forte, depender de apenas um modal é inviável, temos que fortalecer todos eles, garantindo que as indústrias possam distribuir seus produtos com rapidez, qualidade e segurança”, explica.

Por Portal da Navegação, via EXAME.

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