Rio Madeira atinge nível de alerta e preocupa comunidades de Porto Velho

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Ramais que dão acesso a comunidades começam a ser afetados pela água e moradores precisam fazer desvio de mais de 10 quilômetros
Redação

Comunidades ribeirinhas de Porto Velho, em Rondônia, correm o risco de ficarem isoladas com a subida do Rio Madeira. Depois de atingir o nível de alerta, definido pela Defesa Civil, de 14 metros, algumas estradas já começam a ser afetadas pela água.

O ramal que dá acesso a comunidades como Maravilha 1 e 2 e Niterói está interditado por conta do rio. Para chegar à capital, os moradores precisam enfrentar um desvio de quase 10 quilômetros.

Nessa quarta-feira (2), o Rio Madeira atingiu o nível de 14,96 e continua subindo. O coordenador da Defesa Civil, Marcos Santos, informou que a situação do ramal foi repassada para a Semulsp, que deve fazer a desobstrução do canal.

Santos disse ainda, em entrevista à Rede Amazônica, que a travessia pelo ramal pode colocar a vida dos moradores em risco, visto que pode haver a presença de animais peçonhentos e até jacarés.

Moradores da área contaram que alguns veículos já deixam de passar pelo ramal e alguns utilizam até canoa. Muitos precisam fazer o percurso para chegar à escola, trabalho e hospital, e ficam com a única alternativa de fazer um trajeto duas vezes maior.

A minuta do decreto de estado de alerta deve ser assinada nos próximos dias, segundo informou o coordenador da Defesa Civil. Desde a semana passada, o órgão intensificou o trabalho com moradores de áreas de risco.

Dentre as atividades realizadas, uma delas é a de sensibilização dessas pessoas em relação aos perigosos que a cheia do Rio Madeira traz. Dentre as orientações estão:

– evitar contato com a água da enchente, pois pode estar contaminada;

– retirar objetos de valor de casa, como eletrodomésticos e documentos;

– cuidado com animais peçonhentos, aranhas e ratos, principalmente ao movimentar objetos ou se deslocar;

– retirar lixo de casa e dar destino correto a eles, em outras regiões onde não haja previsão de enchente;

– jogar fora medicamentos ou alimentos que tenham tido contato com a água da enchente, para evitar contaminação.

Por Portal da Navegação, via Portal Amazônia.

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