Navios sem Práticos, uma catástrofe iminente.

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O lamentável acidente da Barragem de Brumadinho, que sucedeu o trágico rompimento da Barragem de Mariana, bem como o não menos trágico vazamento tóxico da mineradora Hydro Alunorte, no Pará, demonstram claramente o custo caro de negligenciar os fatores de segurança. Infelizmente, o meio-ambiente e vidas humanas pagam o preço da economia barata quando o assunto é segurança.
A ameaça do lucro a qualquer custo ronda também a maior bacia hidrográfica do planeta. A Marinha do Brasil, guardiã da segurança da navegação e da prevenção da poluição hídrica trabalha incansavelmente para que os interesses privados de empresários inescrupulosos não prevaleçam contra a vida e o maior patrimônio ambiental da humanidade, a AMAZÔNIA.
A Praticagem do Brasil, aliada da Marinha, exerce imprescindível papel de agente do Estado a bordo. Os Práticos são profissionais selecionados pela Diretoria de Portos e Costas, órgão que também se encarrega de controlar o treinamento, a qualificação continuada e até a saúde desses profissionais. Vez por outra, são os Práticos que impedem a navegação de embarcações sem equipamentos adequados ou coíbem práticas irregulares e contrárias à legislação náutica. Numa suposta ausência desses profissionais a bordo, quem haveria de alertar contra os abusos em nome do lucro a qualquer custo? Acaso seriam os comandantes ou tripulantes?
Certamente, não, pois esses estão subordinados aos empresários da navegação. Já na primeira denúncia, seriam demitidos. A ideia de navios sem Práticos nas extensas e impolutas águas da Amazônia tira da Marinha do Brasil a possibilidade de exercer essa eficiente vigilância, que vem dando bons resultados há décadas.
Navios sem Práticos são um risco desnecessário em nome de uma economia inconsequente, ao melhor estilo de Brumadinho.

Por Portal da Navegação.

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