NOTA DE ESCLARECIMENTO.

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Prezado Sr. Editor,

A matéria publicada no Portal da Navegação, em 28 de abril de 2019, sob o título “Estação meteoceanográfica ajuda a ampliar calado no Arco Norte”, merece algumas considerações.

Os estudos de exequibilidade para aumento do calado do Canal do Quiriri foram iniciados em 2012, quando o calado máximo de navegação era 12,20m e não 11,92m, como citado na reportagem.

Parcela fundamental desses estudos coube aos 37 Práticos lotados na Zona de Praticagem 03 (ZP-03 – porto de Belém, Vila do Conde e adjacências) que colaboraram com seus conhecimentos altamente especializados, fruto de décadas de experiência e observação do comportamento da massa líquida dos canais navegáveis do Rio Pará e de seus afluentes.

Cabe ressaltar que a região citada é desprovida de instrumentos adequados de auxílio à navegação, valendo-se de predições de alturas de marés fornecidas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação, da Marinha do Brasil, cujos pontos encontram-se distantes, em média, 20 milhas do canal de navegação do Quiriri e ainda sujeitas a variações de altura provocadas pelos fenômenos naturais, como regime de ventos e chuvas fortes, tão comuns na região.

O investimento em pesquisas realizado pela Praticagem da ZP-03 e supervisionado pela Autoridade Marítima alcançou os resultados desejados, tendo o calado aumentado de 12,20m para 13,80m.

Deve ser enfatizado que essa decisão, já homologada pela Autoridade Marítima, contou com os estudos e experiência dos Práticos desta Zona de Praticagem. Em nenhum momento do processo houve qualquer estação maregráfica operando ou outro tipo de equipamento eletrônico fornecendo informações aos Práticos e/ou Comandantes dos navios, conforme mencionado na reportagem citada.

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