Profissionais de segurança são capacitados para pilotar embarcações e combater crimes em rios do Pará

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Aline Saavedra (SEGUP)

Em parceria com a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública do Estado (Gflu), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) realiza a capacitação de agentes de segurança pública para a condução e manutenção de embarcações. O Curso Especial para Tripulação de Embarcações de Serviço Público do Estado visa qualificar os agentes para que possam operar as embarcações com segurança e celeridade nas urgências e emergências nas regiões em que atuam.

Respeitando as normas sanitárias contra à Covid-19, os alunos foram divididos em duas turmas cada uma com no máximo 15 alunos, das Polícias Civil e Militar que vieram de Abaetetuba, Igarapé Miri, Castanhal e Itaituba e do Marajó. Eles receberão habilitação e certificado após a finalização do curso que iniciou na última segunda-feira, 1º, e tem duração de cinco dias com carga horária de 50h de aulas teóricas, que são ministradas em salas de aula e na oficina do Grupamento, e 8h de aula prática realizada no Píer do Gflu.

Os temas abordados são mecânica, pilotagem, manutenção de motores e suas funcionalidades, acessórios, primeiros socorros, prática de condução, técnica para evitar colisão, sinalização das voadeiras e legislação fluvial de navegação.

Para o coordenador de operações do Gflu, Bruno Anaisse, é importante qualificar os agentes para que quando as novas embarcações cheguem às localidades haja efetivo que possa operar os equipamentos. “É crucial que nossos policiais que atuam nas regiões ribeirinhas do Estado saibam todas as regras de navegação, para garantir a integridade física e assim realizar o trabalho policial com segurança e, além disso, que saibam também todo o funcionamento mecânico de cada embarcação”, destacou.

Carlos Augusto Ribeiro, instrutor da Capitania dos Portos, ressalta que após o curso os alunos estarão habilitados para conduzir embarcações de até oito metros de comprimento pelos rios do Estado. “Como na parte terrestre, a parte marítima precisa de técnicas e regras de condução. Então, agora saberão o que determinada luz significa, a diferença das boias, a importância do colete salva-vidas e ainda o que fazer em situações de risco”, explicou o instrutor.

De acordo com Marcos Pinto, delegado de Polícia Civil, os servidores da segurança pública poderão dar uma resposta mais eficiente e realizar rondas com mais êxito com os novos instrumentos de trabalho e com os conhecimentos adquiridos. “A embarcação nos possibilitará estar mais próximo da população não só em intervenções de criminalidade, mas também no âmbito social. Mostrar a presença do Estado, Civil e Militar, nos locais de área ribeirinha”, é o que relata o delegado de São Sebastião da Boa Vista, município que receberá o novo instrumento de trabalho policial.

Novas embarcações – Para dobrar a capacidade operacional da segurança fluvial, os rios do Pará receberão ainda neste ano 15 novas embarcações, além de 23 que passam pelo processo de remotorização e revitalização, que consiste em manutenção de motores, pinturas de cascos e afins. Três lanchas que já podem ser usadas serão destinadas aos municípios de Igarapé-Miri, Conceição do Araguaia e São Sebastião da Boa Vista para serem utilizadas nas regiões.

Por Portal da navegação, via Agência Pará.

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